Efeitos da alimentação com restrição de tempo na perda de peso, síndrome metabólica e risco cardiovascular em mulheres obesas
21-12-2023

Artigo científico sobre efeitos da alimentação com restrição de tempo na perda de peso, síndrome metabólica e risco cardiovascular em mulheres obesas, de autoria dos pesquisadores Jéssica Schroder, Hugo Falqueto, Aline Mânica, Daniela Zanini, Tácio de Oliveira, Clodoaldo de Sá, Andréia Machado Cardoso e Leandro Henrique Manfredi, foi publicado no periódico Journal of Translational Medicine https://doi.org/10.1186/s12967-020-02687-0.

O problema crescente de sobrepeso e obesidade em todo o mundo está associado a riscos significativos para a saúde, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. A síndrome metabólica (SM) é comum em pessoas com excesso de peso. Nesse sentido, para o tratamento de pacientes portadores dessas doenças, alguns profissionais indicam restrição de alimentação por um período do dia (jejum intermitente) aos seus pacientes (por exemplo: alimentar-se entre às 12:00 e 20:00 horas e jejuar o restante do tempo). A dieta baseada em Alimentação com Restrição de Tempo (ART) visa a perda de peso e melhora da saúde, especialmente para pessoas que acham difícil seguir dietas com maiores restrições de alimentos.

Considerando essas informações, esse estudo buscou avaliar o impacto da ART na composição corporal e na associação da perda de peso com riscos metabólicos e cardiovasculares em mulheres obesas de meia idade.

Dois grupos de mulheres obesas, um com 20 participantes jejuando 16 horas por dia (ART) e outro com 12 participantes que não fez jejum, foram acompanhadas por três meses. No início e ao final do estudo foram avaliados peso e altura, composição corporal (peso, altura, circunferência da cintura (CC) e raça/etnia para calcular a massa gorda corporal total (MG) e a massa muscular esquelética total (MM)), marcadores sanguíneos, risco cardiovascular e a qualidade de vida.

 A partir das análises dos resultados, o grupo que realizou o jejum (ART) teve redução de peso, índice de massa corporal (IMC), porcentagem de gordura corporal e circunferência da cintura, sem afetar os marcadores sanguíneos relacionados à Síndrome Metabólica. Houve uma redução moderada (12%) no risco cardiovascular em 30 anos, que se correlacionou com a redução na porcentagem de gordura corporal e aumento da massa muscular.

O grupo de mulheres que participou do experimento também relatou melhora na qualidade de vida, relacionada à perda de peso.

Portanto, a alimentação com restrição de tempo/jejum intermitente, pode ser uma estratégia eficaz para a perda de peso em indivíduos obesos, mesmo que não haja alterações significativas nos biomarcadores sanguíneos clássicos. A avaliação antropométrica (medidas do corpo), pode ser valiosa para monitorar e correlacionar mudanças no risco cardiovascular.

Fonte: Unochapecó

Comentar