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Imagem do artigo - BIOPROSPECÇÃO E AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES GASTROPROTETORA E CICATRIZANTE GÁSTRICA DE Arrabidaea chica EM ROEDORES BIOPROSPECÇÃO E...

As úlceras gástricas são lesões que ocorrem no estômago quando os fatores agressores se sobressaem em relação às defesas protetoras do estômago. Uso excessivo de álcool, fumo e uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) sem prescrição médica são exemplos de práticas que contribuem para a agressão ao estômago. É importante enfatizar que os medicamentos disponíveis atualmente para tratar as úlceras gástricas possuem diversos efeitos adversos, como exemplo, o omeprazol pode causar dificuldade na absorção da vitamina B12 e como consequência, questões neurológicas. Nesse sentido, busca-se alternativas de tratamento nas plantas medicinais. A Arrabidaea chica, conhecida como crajiru ou pariri, é nativa da floresta Amazônica e suas folhas são utilizadas pela população na forma de chás para o tratamento de inflamações e desordens do sistema gastrointestinal. Entretanto, são escassos os estudos químicos e avaliação da atividade protetora gástrica da planta. Sendo assim, o objetivo deste estudo inserido no Grupo de Pesquisa em Fitoquímica e Farmacologia de Produtos Naturais foi elucidar a composição química de A. chica bem como, avaliar sua proteção estomacal e de cicatrização gástrica. Para o uso dos animais ser possível, o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética no Uno de Animais da Unochapecó (CEUA) sob protocolo número 017/2021. As folhas da planta foram submetidas à maceração para obtenção do extrato hidroalcóolico de A. chica (EHAc), e também, foi realizada partição e fracionamento em coluna para a obtenção da subfração rica em compostos polifenólicos (SfAc). Ambos foram submetidos a análise espectroscópica para elucidação estrutural. Para avaliação da atividade gastroprotetora foram utilizados os testes de úlcera induzida por etanol e piroxicam em ratos, com os seguintes pré-tratamentos: veículo (Vei; água destilada), omeprazol (Ome, 30 mg/kg), EHAc (10, 30 ou 100 mg/kg), SfAc (30 mg/kg) e grupo Naïve (N; sem indução). Para compreensão dos mecanismos farmacológicos do EHAc e SfAc, foram avaliadas a atividade antisecretora ácida e inibidores químicos (NEM e L-NAME). Foi realizado também, o teste de úlcera crônica (7 dias) induzida por ácido acético 80% para avaliar a cicatrização gástrica com os tratamentos: N; Vei, Ome; EHAc (30 mg/kg). Ainda, foram desenvolvidos exames ultrassonográficos e ao final do tratamento, os estômagos foram submetidos a avaliação histológica e bioquímica para marcadores inflamatórios (MPO) e de estresse oxidativo (GSH, SOD e CAT). No estudo químico foram identificados 14 compostos, incluindo os majoritários, carajurina e carajurona. Nas úlceras agudas induzidas por etanol, foram observadas para o EHAc (30 e 100 mg/kg) e a SfAc, reduções nas áreas de lesão de 58,3, 53,4 e 81,8%, respectivamente, em comparação ao grupo Vei. Nas úlceras induzidas por piroxicam houve redução na área lesada de 92,5, 90,8 e 77,4%. Esses achados foram corroborados pelas análises histológicas. Com relação a avaliação da atividade antisecretora ácida gástrica, foi possível observar um decréscimo do volume e da acidez estomacal. Além disso, foram abolidos os efeitos gastroprotetores do EHAc e SfAc em camundongos pré-tratados com L-NAME e NEM. Nas úlceras crônicas, o EHAc apresentou redução de 65,9% da área de lesão em comparação ao Vei, resultados foram corroborados com análises histológicas. No último dia das análises ultrassonográficas foi observado significativa redução da espessura da parede gástrica no EHAc comparado ao Vei. O EHAc evitou a depleção da CAT e diminuiu MPO em 39%, ambos em comparação ao Vei. Estes dados em conjunto, permitem concluir que o efeito farmacológico do EHAc e SfAc envolve a proteção da mucosa gástrica, redução do estresse oxidativo, bem como, a diminuição da secreção gástrica e envolvimento das vias do óxido nítrico e grupos sulfidrila na gastroproteção. É possível concluir que o EHAc exerce promissora atividade de cicatrização gástrica. Essas atividades provavelmente estão relacionadas a presença de compostos fenólicos presentes nas folhas da planta.

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Imagem do artigo - Bioprospecção E Avaliação Das Atividades Larvicida E Repelente De Extratos De Plantas Medicinais Frente Ao Mosquito Aedes Aegypti Bioprospecção E...

O Aedes aegypti é o mosquito responsável pela transmissão de doenças como Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela, doenças graves, com alta taxa de incidência no Brasil e no mundo. As principais estratégias no combate ao mosquito baseiam suas ações em educação ambiental, eliminação dos focos de procriação, formas imaturas do mosquito, bem como, sua fase adulta, além da proteção individual contra picadas. Contudo, tais estratégias, utilizam como recursos, uma variedade de inseticidas sintéticos cujo efeitos estão relacionados à toxicidade ambiental, humana e animal, potencial acumulativo e desenvolvimento de populações de mosquitos resistentes. Nesse contexto, a busca por produtos naturais para o controle de Aedes aegypti tem se intensificado, e as plantas têm se mostrado uma fonte promissora para o desenvolvimento de bioinseticidas com alta eficácia, gerando mínimas alterações no ecossistema. O objetivo da pesquisa foi avaliar a atividade larvicida e repelente de quatro espécies vegetais abundantes na flora brasileira, sendo elas: Guaçatonga, Jacarandá, Unha-de-gato e Crajiru. Como resultados desta pesquisa, foi evidenciado um bom efeito larvicida e repelente das plantas Jacarandá e Unha-de-gato. O uso dos extratos destas plantas como larvicida para Aedes aegypti representa uma alternativa bioativa em relação ao uso demasiado de substâncias químicas. Além disso, o efeito larvicida e repelente apresentado por essas espécies vegetais abre caminhos para novos estudos focados no isolamento e teste de compostos bioativos do vegetal, bem como sua toxicidade.

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Imagem do artigo - Compreensões das percepções do profissional de enfermagem sobre a espiritualidade no processo de hospitalização do idoso indígena Compreensões da...


Objetivou-se compreender a percepção dos profissionais de enfermagem sobre a espiritualidade no processo de hospitalização do idoso indígena. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, fenomenológica, pautada no referencial-teórico de Martin Buber. A pesquisa foi realizada em hospital em Nonoai/RS, referência em atendimento a indígenas, com onze profissionais de enfermagem. A partir disso foram desvelados quatro temas: percepção sobre a espiritualidade; a espiritualidade no contexto hospitalar; a hospitalização do idoso indígena; a espiritualidade do idoso indígena no processo de hospitalização. Na primeira categoria percebe-se que ele vivencia as experiências e compartilha inúmeras possibilidades, envolvendo diferentes emoções, necessidades, particularidades singulares e o contexto cultural. Na segunda categoria as percepções acerca da espiritualidade no contexto hospitalar, estão relacionadas com as experiências vivenciadas com os usuários, a compreensão histórica de cada um. Na terceira categoria, os profissionais de enfermagem necessitam estar culturalmente sensíveis para oferecer um cuidado diferenciado para o idoso indígena, olhando-o holisticamente. Na quarta categoria emergiram o contexto espiritual da pessoa idosa indígena, e a internação tem uma melhor aceitação, melhora rápida em relação à doença, apresenta positividade e ajuda na sua recuperação. Percebe-se que o profissional de enfermagem compreende que a espiritualidade do idoso indígena envolve um universo religioso ou espiritual e está perpetuada na maneira como ele compreende estes fatores, a partir das suas vivências e experiências. Ressalta-se que é primordial o desenvolvimento de outras pesquisas relacionadas às diversas interfaces que permeiam o mundo do idoso indígena na sua espiritualidade, visando compreender suas transformações e as suas adaptações. Além disso, é importante a apropriação da Filosofia do Diálogo de Martin Buber como pressuposto para o desenvolvimento do cuidado em Enfermagem, principalmente no que tange a saúde dos idosos indígenas na sua espiritualidade durante a hospitalização.

 

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Imagem do artigo -  COVID-19 e o Sistema Único de Saúde: Estrutura dos serviços de saúde no manejo da pandemia COVID-19 e o S...

A COVID-19 surgiu em dezembro de 2019 na China, e no ano de 2020 tornou-se uma pandemia mundial. Trata-se de um vírus chamado SARS-CoV-2, da família do Coronavírus. Esse vírus atinge as nossas vias respiratórias e consequentemente causa sintomas que podem variar de leves, moderados, até graves, levando a morte. O Brasil foi um dos países mais atingidos pela doença da COVID-19, onde muitos precisaram de atendimento médico hospitalar clínico e intensivo (UTI). Para tanto, o Sistema Único de Saúde (SUS) foi o principal pioneiro no enfrentamento da pandemia, sendo a base para atender toda a população. Desse modo, o projeto de pesquisa de tese intitulado: COVID-19 E O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE desenvolvido no curso de Doutorado em Ciências da Saúde do PPGCS da Unochapecó, tem por objetivo analisar a estrutura, o planejamento e a gestão do SUS no enfrentamento da Pandemia da COVID-19, a partir das políticas, instrumentos normativos, orientações e medidas normativas. Além disso, intenciona verificar a oferta de vagas hospitalares para o tratamento clínico e de UTI para atendimento dos acometidos pela doença em todo Brasil. Espera-se que a partir deste trabalho, seja possível responder se a estruturação do SUS foi adequada para o atendimento da COVID-19. Também, se orientações repassadas aos serviços de saúde foram suficientes para capacitar os profissionais para proceder o atendimento e manejo adequado aos acometidos pela doença, e para as medidas de prevenção da COVID-19. E finalmente, espera-se compreender se os leitos de internação foram suficientes para receber os contaminados e oferecer atendimento clínico e de UTI necessários. A partir disso, será elaborado a tese de doutorado, levantando os principais pontos de fragilidade e de dificuldades enfrentados pelo SUS na pandemia de COVID-19, para contribuir na elaboração de planejamento e medidas que possam fortalecer esse precioso sistema de saúde, que é modelo mundial na atenção de saúde para a população.

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Ensino do Tema Animais Peçonhentos na Educação Básica

Este artigo é uma reprodução. O conteúdo original pode ser encontrado em: https://periodicos.uff.br/ensinosaudeambiente/article/view/54420

Aulas envolvendo a temática animais peçonhentos e sua importância ecológica podem ajudar a evitar acidentes ou a mortalidade dos animais.

FERNANDA STAUB ZEMBRUSKI
JUNIR ANTONIO LUTINSKI

Abordar a temática “animais peçonhentos” em sala de aula pode causar dificuldades para o professor de Ciências e Biologia, pois é comum pensar que animais peçonhentos devem ser eliminados do ambiente por causarem acidentes e até mesmo o óbito de seres humanos. Nesse contexto, há a necessidade do professor de Ciências e Biologia utilizar metodologias adequadas para que o conhecimento acerca desses animais seja significativo e possibilite uma compreensão sobre a conservação destes animais, bem como da prevenção de acidentes.

Dessa forma, os objetivos do trabalho foram identificar a abordagem utilizada por professores de Ciências e Biologia sobre o tema animais peçonhentos nos Ensinos Fundamental e Médio e conhecer os recursos didáticos utilizados nesta abordagem. Para isso, foi utilizado um questionário construído na plataforma Google Forms.

Evidenciou-se que 94,3% dos professores abordam a temática dentre os conteúdos trabalhados e, nesta abordagem, os táxons mais relatados foram as serpentes, seguida dos escorpiões e das aranhas. A maior parte dos professores indicou a biodiversidade e o papel destes animais no ecossistema como abordagens utilizadas. A estratégia didática mais relatada foi por meio de vídeos e documentários, seguida por livros didáticos.

Todos os professores relataram que as aulas envolvendo a temática animais peçonhentos e sua importância ecológica podem ajudar a evitar acidentes ou a mortalidade dos animais, e assim destaca-se a importância de o assunto ser abordado com qualidade na educação básica.

Percebe-se que os professores reconhecem a necessidade de atenção para com o assunto, mas também nota-se a dificuldade e falta de estratégias dos mesmos para abordar o assunto em sala. Através deste estudo, busca-se informar e conscientizar a comunidade em geral sobre a importância dos animais peçonhentos no ecossistema e os métodos para prevenir acidentes. Ao desmistificar esses animais e destacar seu papel na biodiversidade, a pesquisa visa capacitar as pessoas a adotarem medidas preventivas informadas, reduzindo os riscos de encontros perigosos. Além disso, ao oferecer orientações aos educadores sobre como abordar o tema em sala de aula, o estudo tem o potencial de impactar positivamente a formação de cidadãos mais conscientes e responsáveis em relação à convivência com esses animais.

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Imagem do artigo - Estresse, Coping e Síndrome de Burnout em docentes universitários em tempo de pandemia da COVID-19 Estresse, Copin...

ESTRESSE, COPING E SÍNDROME DE BURNOUT EM DOCENTES
UNIVERSITÁRIOS EM TEMPO DE PANDEMIA DA COVID-19

ALESSANDRA PAULA WATTE

Orientador: Prof. Dr. Samuel Spiegelberg Zuge

Linha de Pesquisa: Formação Profissional e Trabalho em Saúde

O atual contexto de pandemia do coronavírus exigiu das instituições de ensino superior, adaptações a este cenário. Em decorrência disso, os agentes envolvidos estão propensos a desenvolver desgastes físicos e emocionais. Assim, o objetivo foi analisar o estresse, medidas de coping e Síndrome de Burnout (SB) de docentes universitários. Trata-se de uma pesquisa transversal, de cunho metodológico. Para a abordagem empírica utilizou-se: 1) Revisão Sistemática da Literatura de avaliação de prevalência sobre o estresse em docentes universitários e 2) Revisão Sistemática da Literatura de avaliação de prevalência sobre a SB em docentes universitários. Para a abordagem experiencial foi desenvolvida uma pesquisa quantitativa com 63 docentes universitários. A partir da revisão sistemática de estresse, foi possível identificar uma resultante de 31,6% de estresse. Em relação a revisão sistemática da Síndrome de Burnout, identificou-se uma prevalência de 29,4%. Neste sentido, a partir da pesquisa quantitativa com docentes universitários, encontrou-se os seguintes resultados: em relação ao estresse, o domínio esforço apresentou média de 14,6 pontos (± 3,462) e o de recompensa média de 20,8 pontos (± 6,230). Já, o domínio comprometimento excessivo apresentou a média de 15,8 pontos (± 3,123). Em relação a SB dos docentes universitários, o domínio exaustão apresentou média de 23,8 pontos (± 11,028), no domínio despersonalização média de 6,8 pontos (± 4,520) e de realização profissional média de 30,5 pontos (± 5,956). Dentre os modelos de estratégias de coping, os domínios que apresentaram maiores médias foram a: resolução de problemas (1,7; ± 0,592); aceitação de responsabilidade (1,6; ± 0,448); e suporte social (1,5; ± 0,616). Os resultados deste estudo, contribui para com o fornecimento de subsídios para o estabelecimento de ações, a fim de minimizar os desfechos encontrados e atenuar os estressores vividos na docência universitária.

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Imagem do artigo - Fadiga por Compaixão em Profissionais dos Serviços de Urgência e Emergência Fadiga por Comp...

Os serviços de saúde são considerados locais que exponenciam diversos riscos à saúde de seus trabalhadores. Com a chegada da pandemia causada pela COVID-19, essas demandas complexas e os desafios de prestar assistência de qualidade, colocaram o profissional em um nível de estresse extremo, levando à Fadiga por Compaixão. Nunca ouviu falar no termo? Calma, respira fundo, que o assunto é complexo, mas nós podemos facilitar. A Fadiga por compaixão é um termo novo mundialmente, e pode ser conceituada como um estado de exaustão biológica, psicológica e social, resultante do processo de cuidar do outro. Ainda, de um modo geral, a Fadiga por Compaixão é entendida e medida por meio de escalas relacionadas a altos níveis de Síndrome de Burnout e Stress pós-traumático, acompanhada de baixos níveis de satisfação e realização profissional. Os profissionais atuantes nos serviços de saúde diariamente deparam-se com situações clínicas estressantes. Ao longo do tempo, a ocorrência da Fadiga por Compaixão aumenta e a satisfação no trabalho diminui, e as consequências afetam negativamente a organização, a sociedade, e principalmente o cuidado prestado ao paciente. Isso traz à tona o desafio de repensar os sentidos e significados do trabalho em saúde e reivindica a necessidade de ações que proporcionem melhores condições de trabalho. O estudo está sendo realizando com profissionais atuantes nos serviços de urgência e emergência da região Oeste de Santa Catarina (Brasil) e dos mesmos serviços da região Norte de Portugal. Deste modo, serão aplicados questionários já validados nacionalmente e internacionalmente, bem como, entrevistas semiestruturadas. Este estudo defende que tanto a proteção dos trabalhadores como a segurança dos pacientes devem ser priorizadas. Neste sentido, a temática também é de interesse da equipe de pesquisadores que integram o “Health Work International Project” (HWOPI), incluindo estudos em desenvolvimento no Brasil, Portugal e Espanha

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Imagem do artigo - O Itinerário Terapêutico De Idosos Vivendo Com Hiv/aids: Perspectivas Da História Oral Temática O Itinerário Te...

Os dados epidemiológicos mostram um aumento importante dos idosos vivendo com HIV nas últimas décadas, algo incomum no início da pandemia da AIDS que esteve atrelada a populações específicas, determinadas na época como grupos de risco. A pesquisa teve por objetivo analisar o itinerário terapêutico de idosos vivendo com HIV em assistência em um município do Oeste de Santa Catarina. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas em profundidade com três idosos que vivem com HIV há mais de 5 anos. Realizou-se um processo de aproximação para construção de vínculo entre pesquisador e os colaboradores de pesquisa com visita domiciliar e a seguir foi realizada a entrevista para coletar informações acerca do itinerário terapêutico dessas pessoas idosas, desde os primeiros sintomas até o período atual. Foi possível analisar que os idosos em sua maioria foram diagnosticados tardiamente, em fase clínica da AIDS, e que o emagrecimento e a perda de massa muscular foram o principal sinal de alerta. O momento de diagnóstico foi atrelado ao medo e angústia, que se atenuaram com o passar do tempo, a partir do apoio familiar e o maior conhecimento sobre o vírus. Todos os idosos transitaram pelo serviço hospitalar, Unidades Básicas de Saúde e serviço de especialidade em HIV/AIDS, sendo este o espaço central para retirada da medicação antirretroviral e consultas relacionadas a monitorização da condição viral e de outras condições de saúde. Médicos, enfermeiros e farmacêuticos foram os profissionais citados como os mais presentes no itinerário. É possível refletir que os profissionais de saúde devem estar atentos aos sinais e sintomas do paciente idoso para diagnóstico precoce e, a importância da inclusão de outros profissionais na equipe de assistência para ampliar as possibilidades terapêuticas, para além da medicação.

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Imagem do artigo - Percepção de cirurgiões dentistas que atuam na atenção primária à saúde acerca de conhecimentos, atitudes e medidas de gestão da covid-19 Percepção de ci...

O objetivo da pesquisa foi analisar a percepção de cirurgiões dentistas que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) acerca de conhecimentos, atitudes e medidas de gestão da COVID-19. A pandemia por COVID-19 acarretou mudanças significativas no processo de trabalho dos profissionais de saúde, principalmente nos que atuavam na APS (também conhecida como atenção básica, situada no primeiro nível de atenção do Sistema Único de Saúde - SUS). A odontologia foi, e segue sendo uma das profissões de maior risco para a disseminação da doença, visto que o vírus é transportado pelo ar e existe a possibilidade de transmissão assintomática. O estudo contribuiu para o diagnóstico situacional. Além disso, fatores como a biossegurança imposta nos serviços odontológicos com a incorporação de novos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e os cuidados prévios para prevenção de contaminação do ambiente foram responsáveis pela manutenção da integridade na categoria profissional estudada. A pesquisa foi realizada com 60 cirurgiões dentistas atuantes na APS nas regiões seccionais do Rio Grande do Sul. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Unochapecó sob o protocolo no. 5.785.110. Em relação ao conhecimento sobre a doença, muitos profissionais relatam ter sido capacitados para adquirir conhecimento sobre a doença e atuar com qualidade e segurança no sistema de saúde. No processo de trabalho direcionado às atitudes dos profissionais na prática clínica no cenário pandêmico, os cirurgiões dentistas interagiram com outros profissionais de saúde para tomarem deciões acerca do enfrentamento da COVID-19. Na dimensão gerencial, os profissionais relataram que em algum momento da pandemia houve a suspensão de procedimentos eletivos, ficando liberados apenas os procedimentos de urgência e emergência até os níveis de transmissibilidade do vírus serem contidos. Além disso, fatores como a biossegurança imposta nos serviços odontológicos com a incorporação de novos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e os cuidados prévios de contaminação do ambiente foram responsáveis pela manutenção da integridade na categoria profissional estudada. Assim, sugere-se a elaboração de capacitações dos profissionais de saúde por meio do apoio dos gestores frente ao tema. São inúmeros os desafios a serem enfrentados para o fortalecimento da APS, buscando uma assistência mais resolutiva à saúde.

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